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Museu Casa Guimarães Rosa celebra 45 anos de fundação em Cordisburgo

O romance “Grande Sertão: Veredas” é considerado uma das mais significativas obras da literatura brasileira. O livro é elogiado pela linguagem e pela originalidade de estilo presentes no relato de Riobaldo, ex-jagunço que relembra suas lutas, seus medos e o amor reprimido por Diadorim. Seu autor, João Guimarães Rosa (1908/1967), é natural de Cordisburgo, município que, em grande parte graças ao escritor (que também foi diplomata, novelista, contista e médico), respira cultura e turismo.

Passado

Entre as várias homenagens ao filho ilustre, a mais marcante delas com certeza é o museu mantido em sua memória: o Museu Casa Guimarães Rosa, que no próximo dia 30 comemora 45 anos de fundação. O imóvel é vinculado à Superintendência de Museus do Estado de Minas e foi criado por meio da Lei nº 5775 de 30 de setembro de 1971. Mas, como museu, o espaço só foi inaugurado em 30 de março de 1974.

Na casa onde nasceu o escritor e passou sua infância em Cordisburgo, cenário de experiências que iriam servir da matéria-prima para a sua obra, o museu preserva um acervo de vários objetos, composto de registros de sua vida profissional como médico e diplomata, objetos de uso pessoal, vestuário, utensílios domésticos, mobiliário e fragmentos do universo rural descrito por Rosa, a exemplo de objetos de montaria e relacionados à atividade pecuária.

Também está sob a guarda do Museu uma coleção de cerca de 700 documentos textuais entre os quais merecem referência os registros de caráter pessoal (certidões, correspondência recebida e emitida, documentos escolares), discursos, artigos em periódicos e originais manuscritos ou datilografados, a exemplo de “Tutaméia”, sua última obra publicada.

Presente

O Museu Casa Guimarães Rosa constitui hoje uma referência importante para o turismo em Minas, integrando o roteiro tradicional de visitas à Gruta do Maquiné e arredores. Mas, para além desse turismo convencional, responsável por expressivo número de visitantes, o Museu vem se firmando como centro de atração de pesquisadores nacionais e internacionais, interessados em conhecer o seu acervo museológico, bem como o patrimônio cultural e ambiental disperso nas áreas urbana e rural de Cordisburgo, paisagem que deixou marcas indeléveis expressas na obra de Rosa.

O espaço também conta com ações culturais, como lançamentos de livros, declamações e encenações de textos do escritor cordisburguense, além de abrigar a Associação dos Amigos do Museu Casa Guimarães Rosa (AAMCGR).

Futuro

A peça teatral baseada em “Grande Sertão: Veredas” está prestes a virar filme. A imensa procura do público pelo espetáculo foi o motor para que a diretora Bia Lessa pudesse transpor a adaptação do palco para a tela grande. O material gravado está em fase de edição. No elenco, Caio Blat vive Riobaldo, Luíza Lemmertz é Diadorim e Leon Goes interpreta Hermógenes. A versão cinematográfica vai se chamar Travessia e deve estrear no segundo semestre de 2019.

Como chegar

O museu fica na Av. Padre João, 749, Centro de Cordisburgo (seguir em frente na rua São José, virar à direita na rua Governador Valadares, virar à esquerda na av. Padre João, caminhar ou dirigir por 300 metros), tem coordenação de Ronaldo Alves de Oliveira e pode ser visitado de terça a domingo, de 9h às 17h.

Telefone: (31) 3715-1425

Email: museuguimaraesrosa@cultura.mg.gov.br
Site: http://amigosdomcgr.org.br
facebook.com/casaguimaraesrosa

“Cordisburgo era pequenina terra sertaneja, trás montanhas, no meio de Minas Gerais. Só quase lugar, mas tão de repente bonito: lá se desencerra a Gruta do Maquine, milmaravilha…” (Guimarães Rosa)