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Ilha do Milito

Em seu interior, a Ilha do Milito (que na verdade são duas, formando um mini-arquipélago com a “Ilha das Garças”) sedia um restaurante com vista privilegiada. Ao lado, os tradicionais pedalinhos, infelizmente com serviço intermitente nos últimos anos. A Ilha do Milito, um dos mais charmosos pontos turísticos da cidade, na verdade nem sempre existiu. Até os anos 40, a Lagoa Paulino mal era urbanizada. O espaço de terra que hoje empresta seu nome para o bar foi erguido por Emílio de Vasconcelos Costa, o Milito, prefeito nomeado de Sete Lagoas em 1942 (estávamos sob ditadura de Vargas), entre 1943 e 1945. Mas nem mesmo criar uma ilha era o objetivo do empreito. A meta, na verdade, era recuperar a lagoa, então tomada por tabocas (uma espécie de bambu) e pelo assoreamento. Com a terra do desassoreamento, que foi grande, foi feito o primeiro aterro no cais da lagoa, formando uma praça. O excesso de terra levou à ideia e à construção da ilha antes que chegasse a temporada de chuvas. Dessa forma surgiu a Ilha do Milito, nome dado pelo então prefeito Wilson Tanure, pela ocasião da morte de Milito, em 7 de setembro de 1957.

Lagoa em números: são 112,5m2 de espelho dágua, 1,5 quilômetro de orla e profundidade máxima de três metros. Origem do nome: segundo a lenda, no final do século XVIII, o cavaleiro José Paulino aceitou o desafio de colegas e entrou nas águas da lagoa com sua montaria, desaparecendo num remanso.

 

Autor:
Marcelo Sander
(31) 99737-9014
@mbsander

Foto: Jornal Sete Dias