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Festival Enogastronômico: Mitos sobre vinho

Harmonizações de qualidade e uma experiência enogastronômica incrível. Isso é o que o público pode esperar ao visitar os restaurantes que estão participando do 3º Festival Enogastronômico de Sete Lagoas, que teve inicio no dia 15 de outubro e vai até o dia 30 de novembro.

Durante os 45 dias do Festival, o público poderá prestigiar o evento visitando todos os restaurantes que estão participando desta edição: A Francesinha Pizzaria, Empório Fino CorteFiorenza PizzariaLagoa EspetosMiracoloTsuki e Vila Bistrô.

Para criar cada harmonização, os restaurantes receberam treinamento e consultoria da sommelier internacional de vinhos, Kaili Oliveira, e do chef de cozinha e especialista em harmonização de pratos, Henrique Burd. Os dois são profissionais altamente capacitados e participaram das duas edições anteriores do Festival.

Embora o consumo de vinho tenha aumentado nas últimas décadas, muito do que dizem sobre vinhos são apenas mitos. Confira algumas falsas afirmações que rodeiam essa bebida tão apreciada nos mais diversos países do mundo.

Vinho bom é vinho caro?
Mito.

Existem alguns fatores que encarecem o preço do vinho no mercado, como o valor da terra onde os vinhedos são cultivados, se a mão-de-obra local é muito valorizada, o número de cachos que cada vinha produz, o processo de vinificação (transformação do suco da uva em vinho), o preço da garrafa, do rótulo.

É interessante entender que dentre os motivos que encarecem, nem todos estão necessariamente ligados a características que o tornam melhores que outros. O melhor vinho mesmo é aquele que a gente gosta.

Vinho meio seco não tem qualidade?
Mito.

Algumas regiões quentes ou mesmo o processo de vinificação podem gerar uma certa concentração de açúcar residual. Se esse valor de açúcar for maior que 4 g/L até 25 g/L, o vinho será classificado como meio seco.

É importante destacar que esse açúcar nada tem a ver com a qualidade do vinho e também um vinho meio seco nem sempre é adocicado no paladar. A amplitude de açúcar para um vinho ser considerado meio seco é muito elevada.

Sendo assim, em um vinho meio seco, podemos ter a percepção de ser seco no paladar ou ser adocicado, dependendo da concentração do açúcar. Com o aquecimento global, será cada vez mais comum os vinhos atingirem o álcool necessário e mesmo assim ainda sobrar alguma concentração de açúcar residual.

O fato de ser classificado como meio seco não é um fator decisivo se o vinho tem qualidade ou não. Assim como os vinhos secos, só essa informação não pode definir a qualidade do produto.

Qualquer espumante é Prosecco?
Mito!

Para ser denominado Prosecco, o espumante precisa ser proveniente da área delimitada pela Denominação de Origem Prosecco, que abrange cinco províncias do Vêneto e quatro de Friuli Venezia Giulia, localizadas no nordeste da Itália.

Além da especificidade da região e outras regras como rendimento por hectare e graduação alcoólica mínima, o espumante precisa ser elaborado pelo método Charmat e produzido somente com uvas autorizadas, entre elas, a Glera, que anteriormente era chamada de Prosecco. Um espumante Prosecco precisa ter, no mínimo, 85% da uva Glera, os outros 15% podem ser de uvas autorizadas na região.

Vinho ou espumante rosé é mais adocicado?
Mito.

As classificações dos vinhos tranquilos (sem a presença de gás) e dos espumantes são distintas, mas ambas se referem ao açúcar residual no produto pronto.

Esse açúcar residual é o açúcar que não passou pelo processo fermentativo, ou seja, que não foi transformado em álcool. Quanto ao tipo, os vinhos e espumantes podem ser brancos, rosés ou tintos.

Essa coloração depende do tipo de uva usada, por exemplo, uva tinta ou branca, e/ou do tempo que a casca fica em contato com o líquido.

É importante lembrar que a coloração do vinho está relacionada exclusivamente aos compostos de cor que estão na casca. Ou seja, nada tem a ver com a quantidade de açúcar. Então, é errado pensarmos que vinhos e espumantes rosés tendem a ser mais adocicados.

Screw cap é usado em vinho que não tem qualidade?
Mito.

O screw cap é uma tendência mundial e não está ligado a qualidade do vinho. Países como a Austrália e a Nova Zelândia utilizam esse vedante em mais de 80% dos seus rótulos, agregando todas as faixas de preço.

Outro ponto é sua eficiência, por evitar a entrada de oxigênio na garrafa. Alguns exemplares com cerca de 10 anos apresentaram resultados satisfatórios de evolução.

Não podemos esquecer que a qualidade do vinho está ligada a diversos fatores, em destaque para a qualidade das uvas e o trabalho nos vinhedos. O vedante é um dos detalhes finais de todo o processo de elaboração do vinho.

 

Via Site Sete Lagoas